A medida causou surpresa em Israel, porque na terça-feira (1º) o governo de Benjamin Netanyahu havia anunciado que vai zerar todas as taxas sobre importações de produtos americanos
O governo de Israel anunciou que vai buscar diálogo com a gestão do Presidente americano, Donald Trump, após o mandatário republicano ter anunciado a aplicação de uma tarifa de 17% sobre importações do país aliado.
Na quarta-feira (2), Trump anunciou taxas sobre compras de 184 países e territórios e da União Europeia, que partem de uma tarifa básica de 10%, mas em alguns casos são bem maiores.
A tarifa sobre importações de Israel é superior à aplicada a um inimigo dos dois países, o Irã, alvo apenas da taxa básica.
A medida causou surpresa em Israel, porque na terça-feira (1º) o governo de Benjamin Netanyahu havia anunciado que vai zerar todas as taxas sobre importações de produtos americanos.
"Durante a noite, analisamos completamente a nova ordem do Presidente Trump, sua justificativa e as fórmulas de cálculo. Estamos analisando seu impacto em vários setores, falando com líderes da indústria e preparando estratégias de resposta — tanto em discussões com a equipe do Presidente Trump quanto por meio de medidas para apoiar a indústria israelense", escreveu no X o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich.
Segundo informações do site Ynetnews, o Ministério das Finanças disse em um comunicado nesta quinta-feira (3) que estava "ciente da decisão tarifária como todos os outros, mas as taxas específicas não eram conhecidas com antecedência".
O governo israelense informou que as tarifas contra o país serão aplicadas apenas sobre bens, não sobre serviços, e que o déficit comercial dos EUA com Israel — US$ 7 bilhões anualmente — provavelmente foi o fator principal para a aplicação da taxa de 17%.
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