Hamas removeu milhares de nomes de lista de mortos em Gaza, mostra investigação

Palestinos deslocados internamente seguem do sul para o norte de Gaza pela estrada Al Rashid, no centro da Faixa (Foto: EFE/EPA/MOHAMMED SABER)

O Hamas alega que o número de mortes em Gaza desde o início da guerra, em 2023, já passou de 50 mil


Uma nova investigação publicada pelo jornal britânico The Telegraph apresentou novas provas de que o Hamas divulga dados falsos sobre o número de mortos na guerra mantida com Israel.

Segundo o analista Salo Aizenberg, da organização sem fins lucrativos americana Honest Reporting, o grupo terrorista removeu discretamente milhares de nomes de sua última atualização de vítimas em março deste ano, pessoas que anteriormente eram registradas como mortas.

Aizenberg afirmou: "A nova lista de fatalidades do Hamas de março de 2025 silenciosamente descarta 3.400 mortes totalmente "identificadas" listadas em seus relatórios de agosto e outubro de 2024 – incluindo 1.080 crianças. Essas "mortes" nunca aconteceram. Os números foram falsificados – de novo".

Esses números são divulgados mensalmente pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, e reproduzidos pela imprensa internacional, por organizações e pela própria ONU.

O Telegraph cita outro relatório, publicado em dezembro do ano passado, que acusa o Hamas de mentir sobre o número de mortos para colocar Israel em uma posição crítica no cenário internacional, alegando que o país mata deliberadamente civis inocentes no enclave, versão que tem sido defendida por muitos países, como a África do Sul, que acusa Jerusalém de cometer genocídio contra a população palestina. Esse documento foi elaborado pela Henry Jackson Society.

O autor do levantamento, Andrew Fox, afirmou ao jornal que essas últimas exclusões de nomes provavelmente foram uma maneira encontrada pelo Hamas para tentar manter certa credibilidade.

Fox defende que "há uma explicação razoável de que seus sistemas de computador caíram em novembro de 2023, então tem sido desafiador para eles relatar com precisão, mas as listas são tão pouco confiáveis ​​que a mídia mundial não deveria citá-las como confiáveis".

O autor do relatório lembrou que a ONU utiliza esses números divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, publicando-os com uma nota que aponta para a falibilidade dos dados.

De acordo com o Telegraph, essas listas de mortos contam com informações como nomes e números de identificação das vítimas, mas podem ser preenchidas por qualquer pessoa com um link para o formulário do Google para o documento.

O Hamas alega que o número de mortes em Gaza desde o início da guerra, em 2023, já passou de 50 mil.

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