"Este governo provou que tomaremos medidas rápidas para responsabilizar as instituições se elas permitirem que o antissemitismo se agrave", acrescentou
O governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (31) que está revisando subsídios e contratos federais com a Universidade de Harvard, localizada no estado de Massachusetts, por considerar que a instituição não tem feito o suficiente para combater o antissemitismo no seu campus.
Segundo informações do jornal The New York Times, a gestão Trump anunciou está analisando cerca de US$ 256 milhões em contratos e outros US$ 8,7 bilhões em compromissos de subsídios plurianuais.
"Embora as ações recentes de Harvard para conter o antissemitismo institucionalizado — embora com muito atraso — sejam bem-vindas, há muito mais que a universidade deve fazer para manter o privilégio de receber dinheiro suado dos contribuintes federais”, disse em uma declaração Josh Gruenbaum, alto funcionário da Administração de Serviços Gerais do governo federal americano.
"Este governo provou que tomaremos medidas rápidas para responsabilizar as instituições se elas permitirem que o antissemitismo se agrave", acrescentou. "Não hesitaremos em agir se Harvard não o fizer [tomar medidas]." A universidade ainda não se manifestou sobre a declaração de Gruenbaum.
No início de março, o governo dos EUA anunciou o cancelamento de repasses somando aproximadamente US$ 400 milhões para a Universidade de Columbia, em Nova York, relativos a subsídios e contratos federais, alegando "contínua inação da instituição diante do assédio persistente a estudantes judeus".
Em resposta a um ultimato do governo Trump, a Columbia tomou uma série de medidas para continuar recebendo recursos federais, como contratar mais de 30 funcionários com poder de prisão no campus e intervenção externa no Departamento de Estudos do Oriente Médio, Sul da Ásia e África.
Além disso, o governo americano suspendeu US$ 175 milhões em financiamento federal para a Universidade da Pensilvânia (UPenn) pela inclusão de atletas transgêneros em esportes femininos e anunciou que mais de 50 universidades americanas estão sendo investigadas por suposta discriminação racial devido aos seus programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI).
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