EUA defendem Le Pen e criticam uso da justiça para eliminar opositores: 'Preocupante'

O Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS/POOL)

A Casa Branca sugeriu que sua sentença, anunciada por um tribunal de Paris, teve motivação ideológica


O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, expressou nesta segunda-feira (31) "preocupação" com a inelegibilidade da líder do principal partido de direita na França, Marine Le Pen, que foi condenada em um caso de suposto desvio de dinheiro público. A Casa Branca sugeriu que sua sentença, anunciada por um tribunal de Paris, teve motivação ideológica.

Questionada sobre o assunto em entrevista coletiva, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce, parafraseou o discurso do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, durante a conferência sobre segurança realizada em Munique, na Alemanha, em fevereiro, onde Vance defendeu a liberdade de expressão na Europa e criticou a perseguição e o uso do sistema judiciário contra conservadores no continente.

"Como Ocidente, precisamos fazer mais do que simplesmente falar sobre valores democráticos. Precisamos vivê-los. A exclusão de pessoas do processo político é particularmente preocupante, dada a guerra legal agressiva e corrupta contra o Presidente Trump", declarou, referindo-se aos casos jurídicos que o republicano teve que enfrentar na campanha, que ele classificou como "atos de perseguição".

"Aqui, nos Estados Unidos, apoiamos o direito de todos de expressar suas opiniões em público. Quer concordemos ou discordemos", acrescentou Bruce.

Le Pen, o principal rosto da oposição de direita ao governo de Emmanuel Macron, vinha sendo apontada como favorita nas pesquisas para a eleição presidencial francesa de 2027. Ela foi condenada nesta segunda-feira a quatro anos de prisão e multa. A condenação tornou Le Pen inelegível pelo período de cinco anos. A deputada do Reagrupamento Nacional (RN) considerou a sentença como "política" e garantiu que continuará lutando para participar da corrida eleitoral.

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