Em nota à AP, um porta-voz do DHS confirmou a detenção de Ozturk e justificou a decisão do órgão
A estudante turca Rumeysa Ozturk, de 30 anos, foi detida nos Estados Unidos na noite de terça-feira (25) por agentes federais do Departamento de Segurança Interna (DHS). Segundo autoridades, ela teria se envolvido em atividades de apoio ao Hamas, organização designada como terrorista pelo governo americano. O visto F-1 de estudante, que permitia sua permanência legal no país, foi cancelado, e ela agora pode ser deportada. Ozturk estava cursando um doutorado na Universidade Tufts, no estado de Massachusetts. De acordo com seu advogado, Mahsa Khanbabai, ela foi abordada por agentes encapuzados em frente à sua residência na cidade de Somerville, quando se dirigia para um jantar com amigos muçulmanos em celebração ao iftar, o fim do jejum diário, durante o mês do Ramadã. "Estamos sem informações sobre seu paradeiro e não conseguimos contato com ela. Até o momento, não há acusações formais apresentadas contra Rumeysa", afirmou Khanbabai em petição apresentada à Justiça Federal em Boston. Imagens captadas por uma câmera de segurança e divulgadas pela agência Associated Press (AP) mostram seis pessoas, com os rostos cobertos, abordando e algemando Ozturk. Em nota à AP, um porta-voz do DHS confirmou a detenção de Ozturk e justificou a decisão do órgão. "Investigações do DHS e do ICE (agência de imigração) constataram que Ozturk se envolveu em atividades de apoio ao Hamas, uma organização terrorista estrangeira que celebra a morte de americanos. Um visto é um privilégio, não um direito. Glorificar e apoiar terroristas que matam americanos é motivo suficiente para o cancelamento do visto. Isso é segurança de bom senso", disseram. Segundo informações, Ozturk foi uma das autoras de um artigo publicado em março no jornal estudantil The Tufts Daily, no qual criticava a postura da universidade em relação ao conflito no Oriente Médio. No texto, ela e outros estudantes pediam que a instituição reconhecesse o "genocídio palestino" e rompesse laços com empresas ligadas a Israel. Após a publicação, Ozturk teve sua imagem divulgada pelo site Canary Mission, que documenta ativistas universitários acusados de disseminar ódio contra os EUA, Israel e judeus. O site citou o artigo como um dos exemplos de seu ativismo anti-Israel.
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