Emirados Árabes condenam à morte uzbeques que mataram rabino

Menorá, candelabro que é um dos símbolos do judaísmo, na Abrahamic Family House, um centro interreligioso que abriga mesquita, igreja e sinagoga em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes (Foto: EFE/EPA/ALI HAIDER)

De acordo com a 
WAM, a acusação do procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi apontou "assassinato premeditado com intenção terrorista"


Um tribunal dos Emirados Árabes Unidos condenou à morte três homens pelo assassinato do rabino israelense-moldavo Tzvi Kogan, que residia no país árabe, crime ocorrido em novembro do ano passado.

Segundo texto publicado pela agência estatal WAM nesta segunda-feira (31), a Câmara de Segurança do Estado do Tribunal Federal de Apelações de Abu Dhabi condenou três réus à pena capital e outro à prisão perpétua por ajudar no crime – esta colaboração não foi detalhada.

De acordo com a WAM, a acusação do procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi apontou "assassinato premeditado com intenção terrorista". Após o anúncio da sentença, o Ministério Público afirmou que o veredicto "reflete o compromisso inabalável dos Emirados Árabes Unidos no combate ao terrorismo".

Pela lei dos Emirados Árabes, sentenças de pena de morte geram apresentação automática de recurso e são encaminhadas à Divisão Criminal do Supremo Tribunal Federal para revisão e julgamento.

Embora a WAM não tenha publicado os nomes dos réus, em novembro, autoridades dos Emirados Árabes haviam informado que os três acusados de matar Kogan eram do Uzbequistão e os identificaram: Olimboy Tohirovich, de 28 anos, Makhmudjon Abdurakhim, 28, e Azizbek Kamilovich, 33.

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